Justiça aciona clubes de São Paulo após mudança em regulamento
A fim de resguardar a segurança nos estádios de futebol, a Lei Geral do Esporte determinou a necessidade da implantação da tecnologia de reconhecimento facial em todos as arenas com capacidade acima de 20 mil pessoas. Dessa forma, os grandes clubes de São Paulo serão obrigados a instalar o artefato em seus respectivos domínios.
A determinação colocou um prazo de dois anos para a regularização das arenas ao novo modelo adotado pela Lei Geral do Esporte. Dessa forma, São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos tiveram que investir na tecnologia de ponta que contenha monitoramento por imagem das catracas e identificação biométrica dos espectadores.
Embora o investimento seja alto, os clubes entenderam a necessidade de proporcionar um ambiente seguro a seus torcedores e visitantes. Assim, quase todos os 60 estádios espalhados pelo Brasil com mais de 20 mil assentos já adotaram a medida em questão. A paralisação em função do Super Mundial de Clubes irá beneficiar nas instalações e averiguação pelos órgãos competentes.
De acordo com a Imply, empresa responsável pela implantação do reconhecimento facial nos estádios, cravou o valor de até R$ 3 milhões para colocar a tecnologia em funcionamento em palcos com capacidade para 40 mil pessoas. As informações foram entregues por Tironi Ortiz, CEO da companhia.
“Tem várias formas de comercialização do sistema. Existem estádios que preferem contratar pagando por acesso por pessoa, então pagam um valor fixo por acesso por pessoa. Tem outros estádios que preferem comprar o equipamento e depois só pagar prestação de serviço, por exemplo, do onboard do cadastro das faces. Então, depende de estádio para estádio, de cliente para cliente”, explicou o diretor executivo.
Confira os detalhes dos estádios de São Paulo
- Morumbis:
- Capacidade: 65.000 pessoas
- Operação: Instalação concluída desde o dia 24 de maio.
- Neo Química Arena:
- Capacidade: 48.905 pessoas.
- Operação: Em andamento.
- Prudentão:
- Capacidade: 45.954 pessoas.
- Operação: Pendente.
- Allianz Parque:
- Capacidade: 43.000 pessoas.
- Operação: Instalação concluída desde 2023.
- Pacaembu:
- Capacidade: 40.199 pessoas.
Operação: Sistema móvel é colocado de acordo com o produtor do evento, responsável pelos controles de acessos.
- Arena Barueri:
- Capacidade: 31.452 pessoas.
- Operação: Fechado para obras de infraestrutura.
- Canindé:
- Capacidade: 21.004 pessoas.
- Operação: O estádio está fazendo o cadastro e ativação da biometria primeiramente dos sócio-torcedores.
- Brinco de Ouro:
- Capacidade: 20.580 pessoas.
Operação: Instalação iniciada em 2024 em dois setores para testes.
- Luso-Brasileiro:
- Capacidade: 20.215 pessoas (operação atual com menos de 14 mil pessoas).
- Operação: Foram adquiridas cinco catracas de reconhecimento facial. Ainda está em processo de cadastro do facial nas novas máquinas para viabilizar a operação e cruzar as informações.
- Fonte Luminosa:
- Capacidade: 20.205 pessoas.
- Operação: Está trabalhando para que futuramente seja implementado as necessidades apontadas na Lei Geral do Esporte.
- Vila Belmiro:
- Capacidade: 15.500 pessoas.
- Operação: 100% dos acessos controlados por reconhecimento facial.



