Diretoria confirma situação crítica no CT Rei Pelé
Imerso em problemas dentro e fora de campo, o Santos encara um de seus principais entraves nos últimos anos: a posse definitiva do CT Rei Pelé. A título de conhecimento, o local situado no bairro do Jabaquara não pertence ao clube por ter sido cedido em 1996. Contudo, a situação chegou a beirar o desespero, tendo em vista que o local de treinamento do Peixe ficou por detalhes de ser tomado.
Em entrevista cedida ao ‘De Olho no Peixe’, o político brasileiro, Júnior Bozzella, abriu o jogo sobre a real situação do CT. De acordo com o ex-deputado, o Santos somente não se despediu do local devido a articulações políticas da atual gestão com o envolvimento da família de Neymar.
“De forma bastante humilde, coloco que o Santos só não perdeu ainda essa área graças à articulação política que temos feito e à gestão firme do presidente Marcelo Teixeira. A verdade é que o Santos já era para ter perdido esse terreno, porque ocupa a área de forma irregular há anos”, iniciou.
Reconhecendo a importância do CT Rei Pelé para a instituição, a NR Sports, empresa ligada à família de Neymar, realizou obras de revitalização no local. Dinamizando os trabalhos dos elencos profissionais masculinos e femininos, a presença do camisa 10 foi crucial para que investidores assumissem o projeto.
“Ali está o CT do time profissional, as categorias de base, ali o clube vem fazendo investimentos importantes, como a ampliação e modernização das instalações. O que temos feito é um trabalho permanente, de bastidores, técnico e político, para proteger o clube de um risco que seria gigantesco”, destacou Bozzella.
O Santos pode comprar o CT Rei Pelé?
Em detrimento da simbologia alcançada desde a sua instalação, o CT Rei Pelé tornou-se um dos símbolos do Santos nas últimas décadas. Mediante a processos legais, o alvinegro paulista iniciou os trâmites junto à Secretaria do Patrimônio da União para adquirir em definitivo o terreno. Porém, existe a possibilidade do local ir à leilão.
“Já falamos diretamente com o presidente da República, com a ministra Gleisi Hoffmann, com o vice-presidente Alckmin. […] Existe, sim, a possibilidade de leilão. E é por isso que, paralelamente ao esforço para evitar esse cenário, estamos nos preparando juridicamente, politicamente e administrativamente para, se for o caso, exercer nossa prioridade legal e comprar a área”, finalizou o assessor.



